segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO
A LOGÍSTICA É COMO UM VEÍCULO PARA A MUDANÇA
Como os mercados, as tecnologias e as forças competitivas mudam a taxas crescentes, torna-se imperativa a mudança organizacional.
Para competir e sobreviver neste mercado global é necessária uma organização orientada para a logística. Não há nada a fazer senão uma mudança de um enfoque funcional para um enfoque no processo. Esta mudança radical acarreta um reagrupamento dentro da organização, de modo que as tarefas-chave se transformam no gerenciamento dos fluxos de trabalho interfuncionais. A Hewlett Packard é um exemplo de companhia que estruturou sua organização em torno de processos orientados pelo mercado, em vez de funções.
DESENVOLVENDO A ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA
Alguns especialistas têm sugerido que a solução para os problemas descritos acima está na criação de um nível mais alto de autoridade, na forma de função logística, que faça ligação entre as tarefas das funções de compras, produção e distribuição. Mesmo com a atração que esta idéia parece ter à primeira vista, não resolverá os conflitos criados pelas organizações tradicionais, mais apenas adicionará mais um nível gerencial.
Em vez disso, devem-se procurar soluções radicais que exijam uma reestruturação das organizações “verticais” e conduzam ao tipo de companhia “horizontal” orientada pelo mercado.
Esta transformação poderia começar pelo reconhecimento que a logística é essencialmente uma orientação de planejamento, ou melhor, o processo de gerenciamento logístico provoca a união dos planejamentos da produção com os planejamentos das necessidades de materiais numa direção e com os planejamentos das necessidades de distribuição em outra direção. O objetivo de qualquer organização deveria ser o de assegurar que a produção produzisse somente o que o mercado necessitasse e que as compras fornecessem para a produção aquilo que ela precisasse para satisfazer suas necessidades imediatas.
A chave está em aceitar que os fluxos dos pedidos e de suas informações associadas constituem-se no coração do negócio.
Tudo leva à conclusão que o processo de atendimento dos pedidos deve ser projetado com uma atividade integrada com as funções convencionais apoiando este processo. Para auxiliar nesta transição, o desenvolvimento de um sistema de gerenciamento do pedido do cliente é um requisito.
Um sistema de gerenciamento do pedido do cliente é uma estrutura de planejamento que faz a ligação do sistema de informações com o fluxo físico de materiais necessários para atender à demanda.
No núcleo desse sistema, existe um planejamento das necessidades que é orientado pelo mercado. Os inputs deste planejamento incluem os dados e informações relacionados às consultas e aos pedidos, mudanças dos preços, campanhas promocionais e disponibilidade dos produtos.
Em seguida apresentaremos alguns aspectos práticos para a melhoria dos processos de gerenciamento.
- Elimine as atividades que não adicionam valor
Cada elemento e cada ligação na cadeia devem ser examinados criticamente para a identificação do valor que eles adicionam e dos custos que eles geram.
Já foi observado que em muitos processos de serviços há casos onde grande proporção do tempo consumido não adiciona valor. Por exemplo, os atrasos com burocracia, o tempo consumido enquanto o produto espera como estoque num armazém. O objetivo é eliminar todas as atividades que não agregam valor.
- Grupos de execução dos pedidos
Considerando que, sob o ponto de vista de sistemas, o processo de gerenciamento dos pedidos pode ser melhorado, qual é o campo que existe para a melhoria da “arquitetura das pessoas”?
Várias companhias já fizeram experiências com a idéia de uma equipe interfuncional ou interdepartamental para assumir a responsabilidade pelo gerenciamento dos pedidos. A empresa de computadores Digital deu a esta equipe o nome de “grupo de execução dos pedidos”. O princípio que norteia a idéia deste grupo é aquele que propõe substituir uma estrutura organizacional de gerenciamento dos pedidos, em que a responsabilidade de cada atividade está distribuída por toda a empresa, por atividades que devem ser agrupadas tanto física como organizacionalmente.
Assim que todas as pessoas-chave do processo de execução do pedido foram agrupadas em torno de uma única entidade, elas passaram a ter maior capacidade de detectar os problemas e eliminar os gargalos. Os outros tempos do ciclo do pedido podem ser reduzidos drasticamente, porque prevalece o espírito de equipe e não existe mais a rivalidade interdepartamental.
O sistema de gerenciamento do pedido do cliente deve estar intimamente ligado com o planejamento da produção e o planejamento das necessidades de materiais. De maneira ideal, todas as atividades de planejamento e programação, relacionadas ao atendimento do pedido, devem estar agrupadas organizacionalmente.
Os estoques avolumam-se nos limites funcionais
terça-feira, 10 de novembro de 2009
OS PROBLEMAS COM AS ORGANIZAÇÕES TRADICIONAIS
Existe um grande perigo para as empresas que ainda não descobriram a necessidade da mudança organizacional: é o de jamais alcançarem progressos em vantagem competitiva, a qual poderia ser conseguida através do gerenciamento logístico integrado.
O conceito de gerenciamento logístico, pelo qual os fluxos de informações e materiais entre a fonte e o usuário são coordenadores e gerenciados como um sistema, é agora amplamente entendido, quando não amplamente implantado. Em outras palavras, o objetivo é a maximização do serviço ao cliente, ao mesmo tempo em que se minimizam os custos e se reduzem os ativos detidos no fluxo logístico.
Entretanto, na organização tradicional, esta ação mostra-se como um problema imediato. A maioria das companhias é organizada em bases funcionais, ou melhor, elas procuram uma divisão das responsabilidades por função. Desta forma, encontramos uma função de compras, uma de produção, outra de vendas e assim por diante. Basicamente, o organograma da companhia pareceria com o apresentado abaixo.
Para reforçar ainda mais a orientação funcional, descobrimos que a organização tradicional é representada pelo seu sistema de orçamento. Com isto, curiosamente, cada função está voltada para um orçamento que procura controlar os recursos consumidos por ela própria. É quase como se a companhia estivesse trabalhando com o pressuposto que a finalidade principal de qualquer negócio fosse controlar o consumo de recursos. De fato, as companhias de ponta já compreenderam há muito temos que o único objetivo do negocio é gerar produtos lucrativos e que estes, não os insumos, devem formar a base da maneira como organizamos, bem como planejamos e controlamos.
Primeiramente vamos salientar alguns dos problemas reais que a organização tradicional cria e que impedem a implementação bem-sucedida do gerenciamento logístico integrado.
No próximo post estaremos falando mais a fundo dos problemas...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
GERENCIANDO A CADEIA DE SUPRIMENTOS
Pessoal, nos últimos anos, como temos observado, tem havido uma demanda crescente por níveis cada vez mais altos de serviço e qualidade. Estas pressões criaram um novo imperativo para as organizações: a necessidade de serem mais ágeis (ou melhor dizendo, eficientes).
A organização ágil não somente procura colocar o cliente no centro do negócio, mas projeta todos os seus sistemas e procedimentos, com o objetivo principal de melhorar a velocidade e a confiabilidade da resposta. As organizações tradicionais ficam muito pesadas com níveis sobre níveis de gerentes e muita burocracia. Estas companhias têm poucas chances de continuar competitivas no novo mercado.
A ORGANIZAÇÃO ORIENTADA PELO MERCADO
Embora não seja fácil desenvolver uma estratégia de serviços que conduzira a um melhor desempenho competitivo, a tarefa mais difícil é colocar essa estratégia em ação.
Hoje em dia muitas companhias estão familiarizadas com a idéia de “declarações da missão” como uma articulação da visão do negócio. A declaração da missão procura definir o propósito do negócio, seus limites e suas aspirações.
Coloquei o modelo de David Norton útil para auxiliar este processo de criação de uma visão participativa, com especial relevância para uma organização que está tentando ajustar seu foco no serviço ao cliente. Um passo importante neste modelo é a identificação das coisas que devemos fazer bem, ou seja, o que a organização deve fazer bem para alcançar os objetivos almejados?
A primeira coisa que a British Airways fez em sua guinada dramática de orientação para o serviço foi dar poder ao pessoal, trabalhando em “equipes de prioridade ao cliente”, para identificar áreas-chave em que havia necessidade de melhorias e depois implementar as mudanças.
Essas equipes deveriam ser multifuncionais e deviam ser capazes de trazer um ponto de vista amplo para os problemas em questão. O mais importante é que elas deviam receber apoio total da alta gerência, de tal modo que ficavam motivadas a apresentar propostas avançadas que sabiam que seriam colocadas em ação. Não é suficiente fazer como muitas companhias (indicam o gerente de serviços e lhe diz: “Agora o serviço é de sua responsabilidade – se vira”). O serviço, como sabemos, é da responsabilidade de todos e daí a necessidade de que isto esteja refletido na maneira como nos organizamos.